Enquete relâmpago
- Você emprestaria seu carro para Magno Malta?
Bem. Taaalvez venha daí o famoso epíteto “a rainha dos baixinhos”. Não sei. Epíteto? Puxa!
Mas é de bom tempo a luta de Xuxa para apagar da memória do planeta uma obra da qual participou e deixar apenas a da loirinha bonitinha exemplinho de bom comportamentozinho.
Lembra um livro, 1984, no qual é mostrado um mundo onde o poder – o Big Brother - cuida de eliminar as notícias desfavoráveis a esse mesmo poder , permitindo apenas - e produzindo - as informações que mostram como é porreta aquele sistema.
Bem. Mesmo no caso de ser grande fã de Xuxa, Pelé, Globo, essas coisas, você, com o que está aqui, deverá entender porque o título deste post é Xuxa, a Big Sister.
Não entendeu?
Então a perspectiva do momento é aos inimigos tudo, aos amigos, bem, xô ver, uma banana. No máximo.
Aopédaletramente, chegou a vez deles, inimigos, serem nomeados. Para tudo o que um governador pode nomear. Olha que não é pouca coisa. Grande alegria nas hostes adversárias. Ou neutras, se é que isso existe.
Calma. Isso, nomear inimigos, na verdade, não mudaria muito o quadro da política brasileira - ou do mundo.
Já foi dito:
- Antipatias violentas são sempre suspeitas e revelam uma afinidade secreta.
O autor dessa pérola foi William Hazlitt.
Quem, William Hazlitt?
Ah, dá uma gulgada, pessoa.
Pois parece que uma das lojas da cadeia de supermercados Carone*, em Vitória, Espírito Santo, partiu pra liquidar de vez com a ilusão da meninada quanto à existência de Papai Noel.
Pelo menos na figura daquele velhão simpático que ouve o que querem ganhar de presente, no Natal, os garotos e as garotas, sem maior preocupação de pai ou mãe poderem ou não COMPRAR, que isso é coisa pro Papai Noel resolver.
Está lá, em bom local do supermercado. Sobre uma base redonda, um Papai Noel com não mais que um metro e meio – começa sendo o menor Papai Noel do mundo, acho.
É um boneco eletrônico, com movimentos duros, lerdos e que canta em som também eletrônico, claro, a famosíssima Noite Feliz. Só que
E, após cantar, ”Papai Noel” “diz “Merry Christmas for you all”.
Como está numa canção, “toma uísque com feijoada, everybody macacada.”
Era noite de pouco movimento no supermercado. Com muito tato perguntei para uma jovem que trabalha no local – e que não tem nada a ver com o lastimável Papai Noel – o que achava daquele boneco estar ocupando o lugar de uma pessoa que poderia defender seu dinheirinho nessa época. Talvez, na única chance durante todo um ano.
A mocinha respondeu, com olhar triste e irônico:
- É. Mas esse aí (o boneco), não sua, não vai ao banheiro,não bebe água, não passa mal, não precisa de contrato nem carteira assinada, aliás, nem recebe nada. E não fica cansado NUUNCA...
Disse para a funcionária que, a meu ver, o grave, uma verdadeira maldade, é o monstrengo mecânico estar ali a decepcionr ou a deixar crianças ainda mais confusas a respeito da existência do Papai Noel. A moça, cuidadosa, olhou rápido para os lados e apenas abriu as mãos num gesto de desconsolo.
Vi um garotito, calculei com uns três anos, muito surpreso diante da engenhoca papainoelesca, perguntar ao pai:
- Isso aí é que é Papai Noel?
Algo sem jeito mas com um tom amoroso e um cuidado tocantes, o pai balbuciou:
- Não, Papai Noel não é assim, não. Vamos indo que depois explico pra você.
E levou o menininho para a seção de biscoitos. De verdade. Ou não?
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* Cito o nome do supermercado porque condeno a imprecisão de informações como “em um supermercado do local tal” ou “numa sapataria de um shopping na capital”, que colocam todos num mesmo saco, muitas vezes mal ajambrado.
E o falso Papai Noel que está no Carone citado aqui com certeza estará, infelizmente, em muitos outros locais.