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5.10.08

A frase da eleição é do Gabeira

- Nada como uma pesquisa após a outra.

Sóbria, irônica e sábia sentença de Fernando Gabeira (PV), hoje.
Ele vai disputar no segundo turno a prefeitura do Rio, contra Fernando Paes (PMDB), após derrotar Marcelo Crivella (PRB), que disparou à frente de Gabeira em várias pesquisas antes das eleições.

Grande Gabeira!

'Té logo, Crivella! Vai rezar! Muuuuuuuiiito!

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4.10.08

“Vergonha na cara”, melhor promessa de candidato

Ganhando ou perdendo o candidato, cobre dele “vergonha na cara”

Enquete desde 31 de agosto aqui neste blog sobre “Melhor promessa de candidato” apontou “vergonha na cara” como vencedora de “Melhor promessa de candidato a prefeito ou vereador.”

No momento em que foi escrito este post, “Vergonha na cara” estava com 49% das respostas; “Cumprir o que promete”, com 35%; “Cotas para cotas” ficou com 16%.

Obrigado, parabéns a todos e vergonha na cara.
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A resposta vencedora da enquete deste Blogracio reforça pensamento de Capistrano de Abreu (1853-1927) ao opinar sobre o que deveria conter a Constituição Brasileira.

Segundo o grande Capistrano, a Carta Magna deveria ter somente dois Artigos:

"Artigo 1º: Todo brasileiro é obrigado a ter vergonha na cara.
Artigo 2º: Ficam revogadas todas as disposições em contrário".


Capistrano de Abreu tem eterna razão.

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30.9.08

Reforma ortográfica muda escrita da direita

Novortografia

O erudito
de direita
especula:
- Que fazer,
se vou ter que escrever
como acordou
o Lula?

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28.9.08

Pra não dizer que não falei de Zhai Zhigang, Jean-Loup Chrétien e de um foguete capixaba

Pouco, mal e erradamente noticiada a viagem e saída extraveicular de um chinês no espaço.
Bem. Hoje, domingo, 6h38 de Brasília, o módulo da nave chinesa "Shenzhou VII”, retornou ao planetinha Terra.

Sábado, o taikonauta ("homem do espaço", em chinês) Zhai Zhigang saiu da Shenzhou VII, acenou com uma bandeira chinesa no negrume infinito e, está na internet, lascou mais uma célebre frase espacial:
- Cumprimento daqui o povo chinês e o povo do mundo inteiro.A China, diz a maioria absoluta da mídia mundial, é o terceiro país a ter um seu cidadão saracoteando fora de uma nave espacial.

Não é.

Zhai Zhigang é o não-russo e não-americano a passear no espaço.

Quem fez isso a primeira vez foi um cosmonauta soviético, Alexei Leonov, em 18 de março de 1965. Edward White, astronauta americano, em junho de 1965, foi o segundo caminhante do espaço.

E, tchan, tchan, tchan...o (não-russo e não-americano) a flanar fora de sua nave foi o francês Jean-Loup Chrétien, durante a missão russo-francesa da Soyuz TM-7, em novembro de 1988.
Assim, Chrétien foi o terceirão-primeirão mochileiro das galáxias.

Então, Zhai Zhigang, parabéns pra você e mais 1 bilhão e 300 milhões de chineses.
Mas, seu passeio, Zhai, foi no vácuo do Jean-Loup Chrétien.
Fala aí, ô Chrétien!
Que chose!
-----------------------------------Este post é também homenagem à equipe 2P-118 que, no último sábado, 27, em Manguinhos, Espírito Santo, lançou com sucesso um foguete, pasme, movido a água e ar. Mais ecológico ainda, o corpo do foguete é de 2 garrafas pet. A filha do autor deste Blogracio integra a equipe 2P-118. Os Gracio vão ao espacio. Desculpem.

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FEBEAFUM – GP de Cingapura

Festival de Besteiras que Assola a Fórmula 1 – FEBEAFUM

Bem, amigos da Rede Globo, pra dar um chega pra lá nos comentários de Galvão Bueno, assumo logo a ponta em mais essa etapa do FEBEAFUM.

Deixa eu explicar pra você, telespectador da Globo:

O GP de Cingapura será a primeira corrida noturna porque todas as outras aconteceram durante o dia. Isso é quando o sol brilha e não é necessário lâmpadas pra iluminar a pista.

Depois dessa, é com você, Galvão!

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26.9.08

"A crise de Wall Street equivale à queda do Muro de Berlim"

Por Nathan Gardels, do jornal El País

"Joseph Stiglitz, prêmio Nobel de Economia em 2001, sustenta que a crise de Wall Street evidencia que o modelo de fundamentalismo de mercado não funciona. Para ele, a crise que sacudiu Wall Street é para esse modelo o equivalente ao que foi a queda do Muro de Berlim para o comunismo. Stiglitz critica a complexidade dos produtos financeiros que provocaram a crise e os incentivos ao risco dos sistemas de recompensa dos executivos.

Barack Obama afirma que o naufrágio de Wall Street é a maior crise financeira desde a Grande Depressão. John McCain diz que a economia está ameaçada, mas é basicamente forte. Qual deles têm razão?

Stiglitz – Obama está muito mais próximo da verdade. Sim, os Estados Unidos tem talentos, grandes universidades e um bom setor de alta tecnologia. Mas os mercados financeiros desempenham um papel muito importante, sendo responsáveis nos últimos anos por cerca de 30% dos lucros empresariais. Os executivos dos mercados financeiros obtiveram esses lucros com o argumento de que estavam ajudando a gerir o risco e a garantir maior eficácia ao capital. Por isso, diziam, mereciam rendimentos tão altos.

Ficou demonstrado que isso não é certo. A gestão que eles executaram foi muito mal. Agora, o tiro saiu pela culatra e o resto da economia pagará porque as trocas comerciais cairão devido à redução do crédito. Nenhuma economia moderna pode funcionar bem sem um setor financeiro vibrante.”


"© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída."

Leia matéria na íntegra clicando, abaixo, em Fonte.

Autor: Nathan Gardels – Tradução: Marco Aurélio Weissheimer - Fonte: (Envolverde/Agência Carta Maior) - 26/09/2008

23.9.08

"Se for criado, o CFJ será dos patrões também"


Por Mauricio Tuffani


"Ainda não “caiu a ficha” para a Fenaj (Federação Nacional de Jornalismo) e para os sindicatos a ela associados: no órgão regulador profissional que eles pretendem criar devem participar também as empresas jornalísticas. Não adianta nada mudar o nome Conselho Federal de Jornalismo para Conselho Federal de Jornalistas, como eles fizeram assim que viram, em 2004, sua proposta de criação do CFJ receber sucessivas críticas da imprensa e de juristas.

Em novembro de 2004, a Fenaj apresentou um anteprojeto de lei substitutivo, modificando todas as menções referentes ao “controle da atividade de jornalismo”. Mas já era tarde. O  Projeto de Projeto de Lei nº 3.985, de 06/08/2004, acabou sendo rejeitado pelo plenário em votação simbólica de lideranças partidárias em 15/12/2004.

Já naquela época, no artigo “Como a Fenaj esvaziou o debate sobre o CFJ“, publicado em 28/09/2004 no Observatório da Imprensa, apontei a impossibilidade de esse conselho ter apenas o registro dos jornalistas e não o das empresas jornalísticas, como estabelece o artigo 1º da Lei 6.839, de 30/10/1980:

“O registro de empresas e a anotação dos profissionais legalmente habilitados, delas encarregados, serão obrigatórios nas entidades competentes para a fiscalização do exercício das diversas profissões, em razão da atividade básica ou em relação àquela pela qual prestem serviços a terceiros.”

Tiro no pé

É por essa razão, entre outras, que em junho deste ano o Ministério do Trabalho e Emprego criou um grupo de estudos para propor a regulamentação do jornalismo com uma composição tripartite, com representantes do governo, das entidades de profissionais e das empresas jornalísticas. Uma composição, diga-se de passagem, com sérias limitações, como já mostrou este blog com a postagem “Dois anos após o CFJ, outra péssima idéia do governo“, de 08/08/2008.

Esse  aspecto jurídico não é o único que tem passado despercebido até mesmo por juristas que se manifestaram sobre a proposta desde 2004. Uma das razões disso pode ser a escassez doutrinária, no âmbito do Direito Administrativo Público, sobre os conselhos profissionais. Naquele ano, a própria OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) fez considerações inconsistentes ao apoiar com ressalvas o projeto de lei então em trâmite na Câmara dos Deputados, como mostra o seguinte trecho de um comunicado dessa entidade:

“O projeto deve prever também, conforme visão do pleno da OAB, apoio à criação de uma entidade dos jornalistas ‘numa estrutura não vinculada ao Poder Público e, portanto, não-autárquica’. A OAB manifestou também posição de que o Conselho Federal de Jornalistas não deverá prestar contas perante o Tribunal de Contas, sendo entidade independente e sustentada pelos profissionais de imprensa, devendo somente a estes prestar contas”.

(“OAB aprova Conselho de Jornalistas e sugere aprimoramento“, 19/10/2004)
Essa recomendação, no entanto, desconsidera os termos da decisão de 07/11/2002 do STF (Supremo Tribunal Federal), favorável à Ação Direta de Inconstitucionalidade 1.717-6, movida pelo PT e pelo PC do B. O alvo dessa ação era o artigo 58 da Lei 9.649, de 25/05/1998, segundo o qual “serviços de fiscalização de profissões regulamentadas serão exercidos em caráter privado, por delegação do poder público, mediante autorização legislativa”.

Ao fazer rolar por terra esse artigo 58, o STF levou em conta que apenas as entidades de direito público podem ser fiscalizadoras do exercício profissional. É interessante observar que a criação de conselhos federais autárquicos para essa finalidade a partir do Estado Novo (1930-1945) promoveu o enfraquecimento dos sindicatos de profissionais de suas atividades.

Alguns sindicalistas defensores do CFJ já demonstraram ter consciência do risco de que essa proposta traz para suas entidades atuais, mas preferem correr esse risco em prol da regulamentação pelos companheiros. O que eles parecem não levar em conta é que podem estar preparando um tiro no pé, dado o risco de serem engolidos pelos seus patrões dentro desse próprio conselho, se ele for criado.

* * * * * * *
Em tempo: As considerações acima, entre outras, foram apresentadas por mim nesta última sexta-feira (19/09), em Florianópolis, na mesa-redonda “Criação do Conselho Federal de Jornalistas“, que fez parte da programação da Semana do Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina, realizada pelo Centro Acadêmico Livre de Jornalismo Adelmo Genro Filho. Também participaram da mesa-redonda a jornalista Valci Zuculoto, diretora de Educação e Aperfeiçoamento Profissional da Fenaj e professora da UFSC, e o juiz Márcio Luiz Fogaça Vicari, do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina, diretor-geral da Escola Superior de Advocacia da OAB/SC e professor de Direito da Univali (Universidade do Vale do Itajaí). A mediadora foi a professora Tattiana Teixeira, chefe do Departamento de Jornalismo da UFSC e diretora editorial da SBPJor (Associação Brasileira de Pesquisadores de Jornalismo)."

Fonte: Laudas Críticas -Terça-feira, 23/09/2008

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